Doze Passos e Tradições

Os Doze Passos são uma parte importante do nosso tratamento para a condição mental da dependência. A irmandade CGAA atribui um grande valor ao respeito por todas as várias crenças espirituais, filosóficas e religiosas e definiu nossos passos de uma forma geral que pode ser usada por qualquer pessoa em busca de recuperação do jogo compulsivo.

Para aqueles cujas tentativas de moderar efetivamente seus jogos falharam, temos um programa sugerido de recuperação envolvendo princípios espirituais para uma nova maneira de viver. Muitos de nós tentamos nos recuperar sem seguir essas sugestões, sem sucesso. Aqueles de nós que tentaram essa abordagem encontraram um progresso notável em direção às pessoas que deveríamos ser.

Algumas dessas etapas parecem difíceis, talvez impossíveis, neste ponto. Tudo o que precisávamos para começar a trabalhar neste programa era alguma honestidade, mente aberta e boa vontade. Se você tiver essas coisas, poderá começar, com um passo de cada vez. Recomendamos firmemente que você procure a ajuda de um padrinho mais experiente. Nenhum de nós conseguiu viver de forma perfeita em razão dos princípios apresentados aqui. O que buscamos é progresso, não perfeição, e fazemos isso um dia de cada vez.

GAA é uma irmandade internacional de pessoas com muitas visões de mundo, crenças espirituais e religiões diferentes. Expressamos com cuidado inclusivo os nossos passos, tradições e literatura e cuidamos para não sugerir uma afiliação ou opinião sobre qualquer religião ou cosmovisão espiritual. Ao nos referirmos ao poder fora de nós buscado nos doze passos, nossa literatura simplesmente o chama de “poder maior do que nós” ou “poder superior” para incluir todos os conceitos possíveis (incluindo Deus) e não para excluir qualquer conceito.

Nas reuniões da GAA, muçulmanos, cristãos, ateus, budistas, judeus, humanistas, hindus, da Nova Era, taoístas, agnósticos e pessoas de muitas outras filosofias e crenças espirituais devem se sentir livres para mencionar suas crenças e afiliação religiosa ou a falta dela. Ao fazermos isso, tomamos o cuidado de não sugerir que, como grupo, todos nós compartilhamos a mesma crença ou que trabalhar nosso programa exige essa crença.

Como não fomos capazes de moderar o jogo ou parar por conta de nossa própria força e compreensão, buscamos força e orientação adicionais de fora de nós mesmos. Cada membro do GAA faz uso de uma ou mais formas de força e orientação, como grupos de apoio, amigos, conselheiros, princípios, programas de recuperação, práticas espirituais, fontes religiosas ou o universo, coletivamente referidos como “poder maior do que nós” ou às vezes, “poder superior”.

Uma fonte de força e orientação para muitos adictos em jogos eletrônicos em recuperação são suas crenças religiosas ou espirituais. GAA não defende nenhuma crença religiosa ou conceitos espirituais específicos de poder superior. Quando você ouve as pessoas falarem sobre Deus ou outras crenças religiosas, elas estão falando sobre suas próprias crenças pessoais. Não há expectativa de que alguém adote as crenças de outra pessoa ou negue as suas. Por favor, não desista do GAA se ouvir alguém dizer ou sugerir algo em contrário. Se você quer o apoio e a camaradagem do GAA, é muito importante que você fique, obtenha o apoio de que precisa e adicione sua experiência pessoal à do grupo.

Os Doze Passos de GAA

Aqui estão os passos que tomamos, que são sugeridos em nosso programa de recuperação:

  1. Admitimos que éramos impotentes contra a adicção em jogos eletrônicos e que nossas vidas tinham se tornado incontroláveis.
  2. Passamos a acreditar que um poder maior do que nós poderia nos restaurar a sanidade.
  3. Tomamos a decisão de entregar nossa vontade e nossas vidas aos cuidados desse poder.
  4. Fizemos um minucioso e destemido inventário pessoal de nós mesmos.
  5. Admitimos, para nós mesmos, outro ser humano e um poder maior do que nós, a natureza exata de nosso comportamento e atitudes problemáticos.
  6. Prontificamo-nos inteiramente a deixar que esse poder maior que nós nos libertasse de todos esses defeitos de caráter.
  7. Humildemente rogamos a um poder superior a remoção de nossas imperfeições.
  8. Fizemos uma lista de todas as pessoas que tínhamos prejudicado e nos dispusemos a fazer reparações a todas elas.
  9. Fizemos reparações diretas a essas pessoas sempre que possível, exceto quando fazê-lo pudesse prejudicá-las ou a outrem.
  10. Continuamos a fazer o inventário pessoal e, quando estávamos errados, o admitíamos prontamente.
  11. Procuramos, por meio de práticas como a meditação e a oração, melhorar nosso contato consciente com um poder maior que nós, buscando apenas o conhecimento do que fazer e a força para realizá-lo.
  12. Tendo tido um despertar espiritual como resultado desses passos, tentamos levar esta mensagem aos adictos em jogos eletrônicos e praticar esses princípios em todos as nossas atividades.

As Doze Tradições de GAA

GAA não possui regulamentos, mas temos Doze Tradições que guiam nossa irmandade em direção à unidade. As Tradições nos mantêm focados em nosso único propósito e nos guia para longe de controvérsias e lutas pelo poder que dividiriam nossa irmandade.

  1. Nosso bem-estar comum deve vir em primeiro lugar; a recuperação pessoal depende da unidade de GAA.
  2. Para o propósito de nosso grupo, existe apenas uma autoridade final – nossa consciência de grupo guiada por um poder maior do que nós. Nossos líderes são apenas servidores de confiança; eles não governam.
  3. O único requisito para ser membro do GAA é o desejo de parar de jogar jogos eletrônicos.
  4. Cada grupo deve ser autônomo, exceto em questões que afetem outros grupos ou a GAA como um todo.
  5. Cada grupo tem apenas um propósito principal – levar sua mensagem ao adicto em jogos eletrônicos que ainda sofre.
  6. Um grupo GAA nunca deve endossar, financiar ou emprestar o nome GAA a qualquer sociedade ou empreendimento alheio, para que problemas de dinheiro, propriedade e prestígio não nos desviem de nosso propósito primordial.
  7. Cada grupo GAA deve ser totalmente autossustentável, recusando contribuições externas.
  8. GAA deve permanecer para sempre não profissionaL, mas nossos centros de serviço podem empregar funcionários especializados.
  9. GAA nunca deve ser organizada como tal; mas podemos criar quadros de serviço ou comitês diretamente responsáveis perante aqueles a quem servem.
  10. GAA não possui opiniões sobre questões externas; portanto, o nome de GAA jamais deverá aparecer em controvérsias públicas.
  11. Nossa política de relações públicas é baseada na atração e não na promoção; precisamos sempre manter o anonimato pessoal na imprensa, rádio, filmes e internet.
  12. O anonimato é o alicerce espiritual de todas as nossas Tradições, lembrando-nos sempre de colocar princípios acima de personalidades.